Tive o privilégio em conhecer e até fotografar o mestre Mário Quinteiro. Homem simples, mineiro de Poços de Caldas, vivenciou a arte de Daguerre, desde a "lambe-lambe" até a fotografia digital. Nunca desmontou sua "lambe-lambe" na praça de Poços, o que era uma vitrine viva de sua profissão que exerceu com carinho, amor e seriedade durante toda sua vida. Nunca galgou ser um fotógrafo de elite e nem por isso deixou de ser respeitado por muitos fotógrafos que por ali passaram, seja por trabalho ou passeio. Era o verdadeiro "fotógrafo de rua", coisas raras nos dias de hoje. Seu coração puro e desalienado de técnicas extraordinárias, o fez captar a essência da ingenuidade e beleza do ser humano, transformando seu trabalho final em uma pequena obra de arte. Ir a Poços e não conversar com "seu" Mário, era como ir a Roma e não ver o Papa. Mas nem tudo é eterno e o mestre se foi. Em seu lugar cativo na praça, fixaram uma placa com uma lindíssima poesia de Luiz Roberto Judice, verdadeira guardiã da energia e do espírito sensível e bondoso de Mário Quinteiro. Uma justa homenagem àquele que eternizou momentos felizes de muitos brasileiros e estrangeiros que por lá passaram. Um beijão em sua alma, velho amigo!